Escolas degradadas, <br>obras adiadas

Dando continuidade ao «Roteiro da Educação», os vereadores da CDU na Câmara de Odivelas, acompanhados por outros eleitos, visitaram, no actual ano lectivo, 14 escolas dos diversos níveis de ensino, do pré-escolar ao Ensino Secundário, tendo identificado diversos problemas.

Existem escolas em que os problemas se arrastam há anos

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«As visitas efectuadas demonstraram realidades que não colam com o discurso da “paixão pela educação”, tantas vezes proferido pelos responsáveis municipais. Apesar de, em algumas escolas, se ter realizado obras, a realidade é que outras há que necessitam de intervenções de fundo e que se arrastam há anos», acusaram, no início da semana, os eleitos do PCP.

Na Escola Básica 2,3 dos Pombais, onde teve lugar uma conferência de imprensa, os comunistas identificaram problemas no interior das instituições, como «infiltrações de água, em alguns casos com chuva nas salas de aula e noutros espaços, problemas de humidade em diversos espaços onde paredes e tectos estão enegrecidos, casas de banho avariadas com entupimento de esgotos, problemas com quadros eléctricos, fissuras nas paredes, entre outros».

No exterior os eleitos depararam-se com «a constante ausência de espaços cobertos no recreio com dimensões adequadas ao número de alunos, obrigando as crianças a ficar nas salas nos dias de chuva», mas também com «pisos do recreio em muito mau estado e com situações de perigo para as crianças, logradouros descuidados e com sinais de abandono, parques infantis degradados ou inexistentes». Deram ainda conta da existência de fibrocimento em oito escolas do concelho e da desadequação do equipamento informático, «porque está avariado ou porque é obsoleto».

Estes problemas foram, entretanto, denunciados nos diversos órgãos autárquicos, designadamente na Câmara Municipal.

Dificuldades criadas por sucessivos governos

O «Roteiro da Educação», iniciado em Outubro de 2013, permitiu também uma aproximação dos eleitos do PCP à comunidade escolar e um maior conhecimento das diversas dificuldades criadas às escolas públicas por parte dos últimos governos.

«Estamos a falar da falta de profissionais diversos, desde professores a técnicos especializados, técnicos administrativos e assistentes operacionais», denunciaram os comunistas.

Aos jornalistas deram ainda conta de «obras que passam de orçamento em orçamento», como a «ampliação e remodelação da Escola EB1 n.º 5 de Odivelas», a «construção da nova escola EB1 de Caneças» e a «requalificação do Jardim de Infância Álvaro Campos», que se mantém em «instalações pré-fabricadas e com cobertura em fibrocimento, 28 anos após a sua construção».

Entre 2013 e 2015, o orçamento municipal para intervenção no parque escolar totalizou 3 739 657,87 euros, do qual apenas foi executado 1 832 968,52 euros, ou seja 49 por cento.

Direito a estudar e a trabalhar

Os eleitos do PCP condenaram, de igual forma, a não concretização de um acordo, celebrado em 2009, de colaboração entre a autarquia e a Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo para a substituição da EB 2,3 Avelar Brotero. «Seis anos depois nada aconteceu e a escola está a cair de podre! Serviu para a campanha eleitoral das eleições autárquicas desse ano», criticaram na conferência de imprensa, sem esquecer a vedação da Escola António Gedeão, que «nunca foi concluída», enquanto a que existe [desde 2000] «está em risco de cair».

Os comunistas estão ainda contra o encerramento da EB1 Mário Madeira. «Consideramos inaceitável a decisão de não abertura de turma para o 1.º ano no próximo ano lectivo, o que acontece pelo segundo ano consecutivo e conduzirá ao seu encerramento», sublinham, defendendo que a Câmara de Odivelas «tem que dar prioridade ao investimento no parque escolar e proceder à sua reorganização de modo a responder às necessidades das populações, designadamente com o reforço da oferta pública no pré-escolar».




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